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Automação em ETAs compactas: a nova fronteira do saneamento

Estações compactas de tratamento totalmente automatizadas para mais eficiência, segurança e ESG

tanques cilíndricos verdes com tubulações e válvulas em estação de tratamento

Nos últimos anos, o modelo de estações compactas de tratamento de água (ETAs) e esgoto (ETEs) deixou de ser exceção para se tornar uma alternativa estratégica em projetos de saneamento. Essas unidades ocupam menos área, podem ser padronizadas em “skids” modulares e, além disso, reduzem o tempo de implantação, algo crítico em concessões pressionadas por metas contratuais e regulatórias. Em paralelo, gestores buscam soluções que permitam ampliar o tratamento sem grandes obras civis, o que torna as estações compactas especialmente atrativas em áreas urbanas densas ou em polos industriais com restrição de espaço.

 

Durante reunião recente com a SANIP de Belo Horizonte, foi destacado que grupos privados de saneamento, como AEGEA e Iguá Saneamento, estão planejando investimentos significativos em modernização e implantação de ETAs e ETEs compactas. Segundo o relato, a demanda deve crescer de forma acelerada e, consequentemente, tende a saturar a capacidade produtiva dos fabricantes nos próximos três anos. Nesse cenário, quem fabrica estações compactas precisa se diferenciar não apenas pelo “casco” (tanques, estruturas e layout), mas sobretudo pelo nível de automação, telemetria e integração que consegue entregar de fábrica.

 

Historicamente, muitas ETAs compactas foram concebidas com operação manual ou, no máximo, com alguns recursos pneumáticos pontuais. Por outro lado, o movimento atual é claramente de “automação total”: atuadores elétricos em pontos críticos, malha de instrumentação completa (nível, vazão, pressão, turbidez, cloro residual), CLPs integrados a supervisórios e telemetria nativa para centros de controle. Dessa forma, o fabricante passa a fornecer não apenas um pacote mecânico, mas um sistema inteligente de tratamento, pronto para operar com mínima intervenção local, maior rastreabilidade e capacidade de supervisão remota em tempo real.

 

Para os fabricantes, essa mudança de paradigma representa desafio e oportunidade. De um lado, aumenta a complexidade de projeto, exigindo conhecimento de automação, válvulas industriais e instrumentação de processo. De outro, abre espaço para soluções de maior valor agregado, com margens melhores e forte fidelização dos operadores. A Bongas Brasil atua justamente nesse ponto, apoiando integradores e fabricantes na especificação de atuadores elétricos, válvulas de controle, painéis de automação e telemetria, para que cada ETA compacta saia de fábrica preparada para os requisitos atuais e futuros de eficiência operacional e ESG.

Automação total com atuadores elétricos: ganhos operacionais, segurança e ESG

A migração de sistemas manuais e pneumáticos para atuadores elétricos em ETAs compactas não é apenas uma troca de tecnologia; é uma mudança de estratégia operacional. Com atuadores elétricos associados a válvulas de bloqueio e controle, o fabricante consegue padronizar manobras, garantir repetibilidade e, além disso, reduzir significativamente a dependência de operação local intensa. Dessa maneira, a lógica de abertura, fechamento e posicionamento passa a ser definida em malhas automáticas, alinhadas a setpoints de vazão, pressão ou nível, respeitando limites de segurança do processo.

 

Do ponto de vista de eficiência, a automação em ETAs compactas permite otimizar a dosagem de produtos químicos, o tempo de detenção em tanques e a vazão de filtragem e lavagem de filtros. Assim, o sistema ajusta automaticamente as condições de operação conforme a qualidade da água bruta ou o perfil de carga afluente no caso de ETEs. Consequentemente, o consumo de energia e insumos tende a cair, enquanto a estabilidade da qualidade da água tratada melhora. Para o operador da concessão, isso significa redução de OPEX, mais previsibilidade de resultados e menor risco de não conformidade com normas ambientais e de potabilidade.

A segurança de processo também ganha outro patamar com a automação total. Em instalações manualizadas, é comum depender da memória do operador para sequências de manobras, o que aumenta a chance de erros, principalmente em turnos noturnos ou em situações de emergência. Com atuadores elétricos comandados por CLPs, as lógicas de intertravamento evitam, por exemplo, que uma válvula de descarga seja aberta ao mesmo tempo que uma válvula de alimentação crítica, prevenindo golpes de aríete, transbordamentos e contaminações cruzadas. Além disso, alarmes configurados em instrumentação de nível, pressão e vazão antecipam desvios e orientam ações corretivas antes que o problema se agrave.

 

atuador elétrico montado em válvula borboleta em tubulação de eta compacta
Atuador elétrico em válvula borboleta, garantindo operação remota confiável na estação compacta.

Sob a ótica ESG, a automação em ETAs compactas contribui diretamente para objetivos ambientais e de governança. Por um lado, dados históricos de operação – vazões tratadas, consumo específico de energia, volumes de lavagem, dosagens químicas – permitem comprovar desempenho e eficiência para reguladores e investidores. Por outro lado, a rastreabilidade das intervenções, com registro de comandos, alarmes e históricos de manutenção, fortalece a governança e reduz o risco de não conformidades ocultas. Em contratos de saneamento de longo prazo, essa transparência se torna diferencial competitivo e, em muitos casos, requisito obrigatório.

 

Fabricantes que ainda tratam a automação como “item opcional” estão, na prática, abrindo mão de um mercado em rápida transformação. A tendência é que as grandes operadoras passem a exigir, em edital ou em especificação técnica, que as ETAs e ETEs compactas já sejam fornecidas com automação em nível definido (por exemplo, possibilidade de operar 100% remota, integração via protocolos abertos e telemetria embarcada). A Bongas Brasil tem apoiado empresas exatamente nesse salto, conectando atuadores elétricos, válvulas de controle e instrumentação em arquiteturas robustas, escaláveis e aderentes às melhores práticas do setor de saneamento.

thumbnail de eta compacta automatizada em caminhão, com faixa roxa “ETAs compactas automatizadas – mais eficiência, menos perda de água” e logo Bongas Brasil
Estação de tratamento sendo transportada em caminhão

Telemetria, integração de dados e suporte técnico: preparando seu projeto para os próximos 3 anos

Se a automação em ETAs compactas é o “cérebro” da estação, a telemetria é o canal que conecta essa inteligência ao restante da operação. Ao enviar dados de vazão, nível, pressão, qualidade da água e status de válvulas para um centro de controle, a estação deixa de ser um “ponto isolado” e passa a compor, de forma ativa, o mapa operacional da concessionária. Além disso, dashboards em tempo real permitem que gestores acompanhem, em uma única tela, dezenas de estações compactas distribuídas por uma região metropolitana, como Belo Horizonte, priorizando intervenções onde o risco é maior.

 

Em paralelo, a integração de dados entre ETA compacta, sistemas comerciais e plataformas de gestão de manutenção (CMMS) fecha um ciclo virtuoso. Por exemplo, desvios persistentes de vazão podem acionar automaticamente ordens de serviço para inspeção de válvulas ou atuadores. Do mesmo modo, históricos de falhas podem embasar planos de manutenção preventiva e preditiva, reduzindo paradas não planejadas. Dessa forma, o fabricante que já entrega a estação com telemetria e pontos de integração bem definidos agrega valor real à operação do cliente, aproximando-se do papel de parceiro tecnológico e não apenas fornecedor pontual.

 

Outro ponto crítico para os próximos três anos é a capacidade de escalar. Conforme sinalizado pela SANIP, a tendência é que a demanda por estações compactas automatizadas cresça a ponto de saturar os fabricantes. Portanto, quem tiver arquitetura de automação padronizada – atuadores elétricos com protocolos consistentes, painéis replicáveis, bibliotecas de lógicas testadas e templates de telas de supervisão – conseguirá produzir mais unidades em menos tempo, mantendo a qualidade. Nessa direção, contar com um parceiro especializado em válvulas, automação e instrumentação permite acelerar a curva de aprendizado e reduzir retrabalho de engenharia.

 

A Bongas Brasil pode apoiar fabricantes na definição desses padrões, desde a escolha dos atuadores elétricos adequados às características hidráulicas da estação, até a especificação de malhas de instrumentação, topologias de rede e soluções de telemetria. Assim, o fabricante passa a ter um “kit de automação” para suas ETAs compactas, ajustável conforme o porte da estação, mas sempre com a mesma filosofia de comando e controle. Consequentemente, o comissionamento em campo fica mais rápido, o treinamento de operadores se torna mais simples e a manutenção futura é facilitada graças à padronização.

 

Por fim, o suporte técnico em campo e remoto fecha o ciclo de valor. Em muitos casos, o operador da concessão não dispõe de equipe interna com profundidade em automação, especialmente em cidades menores. Ao desenhar o projeto já prevendo suporte remoto, atualizações de lógica, ajustes de setpoints e assessoria em partidas, o fabricante aumenta a satisfação do cliente e reduz chamadas emergenciais. A Bongas Brasil atua nesse modelo de parceria, ajudando a diagnosticar problemas em atuadores, válvulas de controle e instrumentação, além de orientar ajustes para melhorar eficiência, segurança de processo e disponibilidade das ETAs e ETEs compactas automatizadas.

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